AI_IMAGE: A hospital corridor seen from the end, soft warm light filtering through frosted glass panels on the left, a stethoscope hanging on a hook in the foreground, medical charts and handwritten notes pinned to a corkboard on the right wall, muted coral and ivory color palette, atmospheric and contemplative, no visible patients | photorealistic | 16:9

Série

Série Fundamentos Contemporâneos

Cuidado, Gestão e Inovação em Saúde

Organizado por

Convidado

Open Access

CC BY 4.0

No DRM

Âncora disciplinar

Ciências da Vida — Saúde Coletiva

ISBN

978-65-00001-04-1

DOI

10.55555/lp.2026.0104

Licença

CC BY 4.0

Volume

04

Acesso

Open Access

Este quarto volume da coleção inaugural explora as tensões constitutivas do campo da saúde coletiva — entre cuidado e gestão, entre inovação tecnológica e integralidade, entre eficiência administrativa e escuta clínica — reunindo sanitaristas, gestores e pesquisadores do SUS.

Tensões irredutíveis

A saúde coletiva brasileira carrega uma marca fundadora: nasceu da crítica ao modelo biomédico hegemônico e da defesa de um sistema público universal. Quatro décadas depois da criação do SUS, os desafios mudaram de natureza sem mudar de escala. A digitalização dos prontuários, a telemedicina, a inteligência artificial aplicada ao diagnóstico e a gestão por indicadores de desempenho trouxeram ganhos inegáveis de eficiência — mas também riscos de desumanização do cuidado, de vigilância dos profissionais e de redução da saúde a métricas.

Os capítulos desta coletânea não oferecem síntese conciliatória. Pelo contrário: assumem que a tensão entre cuidado e gestão é constitutiva do campo e que toda tentativa de eliminá-la — seja pela via gerencialista, seja pela via romântica — empobrece a prática e a teoria. O objetivo é cartografar essa tensão com rigor empírico e densidade conceitual, oferecendo aos profissionais e pesquisadores da área um mapa que ilumine sem simplificar.

Cuidar é um ato que resiste à mensuração — mas que não sobrevive sem organização. A gestão em saúde precisa aprender a servir ao cuidado sem domesticá-lo.

Sumário

  • Cap. 1 — Saúde coletiva e o paradoxo da gestão: origens de uma tensão
  • Cap. 2 — Integralidade do cuidado em tempos de indicadores: o que os números não dizem
  • Cap. 3 — Telemedicina e atenção primária: alcance, limites e desigualdades
  • Cap. 4 — Prontuário eletrônico e vigilância do trabalho em saúde
  • Cap. 5 — Inovação tecnológica no SUS: entre a promessa e a precarização
  • Cap. 6 — Saúde mental e gestão do sofrimento: notas sobre a escuta institucional
  • Cap. 7 — Participação social e conselhos de saúde: desafios da governança democrática
  • Cap. 8 — Para uma gestão que cuida: síntese e proposições

Publicação em acesso aberto, sem DRM, sob licença CC BY 4.0. Distribuição gratuita com DOI individual por capítulo e indexação em repositórios parceiros.